
Cinzento se apresenta o manto outrora azul. Alheio a esta negritude, aqui me encontro, imóvel e sereno. Nada se passa, nada se passará. Em meu redor ouve-se o som da correria rotineira, mas nada escuto, nem um único som é captado.
Quero expressar-me, contudo algo me demove de tal. Sinto-me impedido de falar e escutar. Esforço-me por combater este silêncio ao qual estou sujeito. Quero ouvir-te, entender-te. Debato-me incessantemente sem qualquer sucesso obtido.
O meu corpo inicia o processo de habituação a este novo estado imposto. Já não me sinto na tão desesperante luta de rasgar as vendas que me tapam a boca e os ouvidos.
Eternamente assim ficarei, neste silêncio.
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