
Acordo, olho para o relógio e rapidamente me apercebo de como estou atrasado. Com a maior velocidade possível levanto-me pronto a despachar-me o quanto antes. Saio a correr, quase sem fôlego, desço a avenida com destino ao metro.
Passo na bilheteira e ouço o som do metro a chegar à estação. Apresso-me com o objectivo de apanhar o mesmo, porém revela-se tarde demais. E mais uma vez perco o metro, mais uma vez perco a oportunidade de chegar atempadamente. Começa a torna-se algo previsível, algo fora do meu controlo.
E aqui estou eu, sentado num banco, sozinho, neste local subterrâneo a aguardar a chegada de novo transporte. Enquanto espero, lá fora raia o sol, milhares de pessoas, riem, brincam, convivem e eu aqui, a perder preciosos minutos à espera de chegar ao meu destino. Está a tornar-se complicado chegar ao destino pretendido. Finalmente chega o tão desejado veículo que me levará a tal destino. Após algumas estações, reparo que caminho no sentido errado e mais uma vez, valiosos minutos são perdidos, desperdiçados por uma decisão errada, por uma distracção tola.
Anseio por caminhar no sentido correcto que me levará ao tão desejado propósito e que tarda em chegar.
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