terça-feira, 13 de abril de 2010

Encurralados

Abre-se a porta, nada nos incita a sair pela mesma. Rapidamente se encerra a possibilidade de liberdade, rapidamente ficamos novamente enclausurados, sem possibilidade de escapatória.
Corre-se rapidamente tentando encontrar uma saída, com todas as forças se esmurram as enormes paredes que nos rodeiam. Um grito é dado, nada se ouve...resta apenas cansaço, apenas desespero! Aguarda-se nova oportunidade para a tão esperada liberdade. A liberdade que outrora poderia ter sido alcançada, tendo apenas sido desprezada. Contorcemo-nos de frio, pavor, fome...tudo nos consome, ninguém nos salva. Seremos nós que teremos que alcançar a saída, tudo depende de nós. Porque será que teimamos em viver nesta clausura? Clausurados por ti? Tu que apenas nos deixas cada vez mais desprotegidos, menos combativos? Larga-nos, deixa-nos sermos nós mesmos, sem subterfúgios, sem medos.
És um mal necessário, mal esse que, por vezes, nos eleva a um outro nível. Fazes parte de nós!

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