Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)
quinta-feira, 29 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Desligado

Conectar-me-ei com a realidade quando me sentir predisposto a tal, quando me sentir imperturbável perante a mesma.
Partidas e chegadas

Acordo, olho para o relógio e rapidamente me apercebo de como estou atrasado. Com a maior velocidade possível levanto-me pronto a despachar-me o quanto antes. Saio a correr, quase sem fôlego, desço a avenida com destino ao metro.
Passo na bilheteira e ouço o som do metro a chegar à estação. Apresso-me com o objectivo de apanhar o mesmo, porém revela-se tarde demais. E mais uma vez perco o metro, mais uma vez perco a oportunidade de chegar atempadamente. Começa a torna-se algo previsível, algo fora do meu controlo.
E aqui estou eu, sentado num banco, sozinho, neste local subterrâneo a aguardar a chegada de novo transporte. Enquanto espero, lá fora raia o sol, milhares de pessoas, riem, brincam, convivem e eu aqui, a perder preciosos minutos à espera de chegar ao meu destino. Está a tornar-se complicado chegar ao destino pretendido. Finalmente chega o tão desejado veículo que me levará a tal destino. Após algumas estações, reparo que caminho no sentido errado e mais uma vez, valiosos minutos são perdidos, desperdiçados por uma decisão errada, por uma distracção tola.
Anseio por caminhar no sentido correcto que me levará ao tão desejado propósito e que tarda em chegar.
Paz

Guerra vencida de uma vez por todas.....finalmente posso descansar e baixar a guarda. Novamente posso ser um mero observador, sem qualquer intervenção.
Agora há que apreender os frutos dessa mesma guerra, frutos esses que me prepararão para uma eventual guerra futura. Tempo de reerguer os danos causados pela mesma e começar um novo ciclo.
Finalmente em paz!:-)
À prova de bala

Deparo-me, neste momento, com a constante capacidade de vestir a armadura e partir para o combate. Tudo serve para nos proteger em caso de queda ou ataque e assim o faço, assim me protejo. Passo alheio a tudo o que me rodeia pronto para as desventuras da vida, sem qualquer temor perante as mesmas. A cada minuto que passa mais uma conquista ganha......mais uma batalha vencida. E a guerra? Essa não está de todo vencida.....Contudo, após pequenas (ou não) batalhas, a mesma será vencida com a mestria necessária para tal. Flechas são disparadas na minha direcção e com agilidade as finto, sem qualquer receio de poder ser atingido por qualquer uma delas. E mais uma batalha vencido. Porém não me desarmo, estou em constate alerta para a próxima batalha que virá a ser travada.
Não seria mais fácil acabar de uma vez por todas esta guerra na qual me encontro? Seria, mas são estas pequenas, ou não assim tão pequenas, guerras que nos tornam pessoas mais completas, mais preparadas. Há que passar pelas mesmas.
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Tranquilo

Será por estar doente, ou simplesmente porque sim, porém, sinto-me tranquilo. nada se passa na minha cabeça, indecisões, tormentos, nada. A paz interior caminha para a reabilitação, sem que para isso eu nada tenha contribuído. Esta evolução não se deve ao facto de ter desistido de te conquistar, seja a que nível for. Até por, diga-se em abono da verdade, que nenhuma decisão por mim foi tomada. Não desisti nem deixei de desistir. Deixo as coisas andar sem me preocupar com o facto de gostar ou não gostar, de gostares ou não gostares. A vida é demasiadamente efémera e perder tempo com certas coisas de nada nos adianta. Deixar andar.....o lema do dia de hoje. Um lema que espero que seja seguido nos próximos dias.
Já tinha a ideia, e agora tenho ainda mais, que há coisas das quais não se devem falar....é deixar andar. Sinto-me novamente eu, não aquele parvinho que sorri só por te ver, liberto daquele sentimento de dependência.
O que tiver que ser será.....
domingo, 18 de abril de 2010
Viver ao máximo

Desde o dia 17 de Agosto de 2009, prometi a mim próprio aproveitar a vida ao máximo, uma vez que a qualquer momento as férias que tu nos dás, podem acabar. Há que fazer por isso......e por mais triste que eu esteja neste momento há que seguir em frente. O que não nos derruba, torna-nos mais fortes e é com este pensamento que temos que encarar o dia-a-dia.
Não sei como nem porquê, porém uma coisa levou à outra e agora cá estamos nós assim. Contudo, tratou-se apenas de sinceridade de ambas as partes.....e sempre é melhor assim. A sinceridade impede, por vezes, que as pessoas mais tarde se venham a magoar, impede ilusões. No entanto, não há atitudes inesperadas.......apenas cansaço, apenas o sentirmo-nos ridículos....De qualquer das formas agradeço-te a sinceridade de ontem....foste sincero e disseste o que sentias (neste caso, não sentias), pela primeira vez.
Poderei, eventualmente, ter sido ríspido, bruto......mas tal como disse, estou chateado comigo próprio apenas. Mesmo achando que, por vezes, devias olhar menos para o teu umbigo, mas isto é uma opinião pessoal.
Há que seguir em frente....aqui vamos nós!:-)
(não deixo de ter saudades tuas...mas elas passarão!:-p)
Espuma

Caminho à beira-mar, descalço......começo por sentir o frio da água nos pés.....após algum tempo começo a habituar-me ao frio da água. Ao longe vejo algo na água....algo que me esforço por tentar alcançar, algo que tento entender o que é.
Ao aproximar-se, apercebo-me que se trata de uma mera espuma, espuma essa que com o bater da onde se desvanece...e desaparece.
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Sublimação

Nova fase se iniciará, novos objectivos e novos obstáculos a ultrapassar. Concerteza, metas menos ambiciosas, o que implicará menor esforço, mais facilidade em ultrapassar as barreiras que se avizinharão.
Volta a serenidade, na qual pretendo permanecer. Porventura, esta situação, trar-me-á menos sucessos, menos sorrisos, contudo poupar-me-á a falhanços amargos e desnecessários.
Vaguearei sem qualquer rumo, sozinho, sem qualquer conflito interior. Este novo estado para o qual me encontro a caminhar, permitir-me-á focar noutros fins há já algum tempo descurados.
A transição entre a fase presente e a pretendida terá que ser efectuada o quanto antes, ignorando os danos colaterais que daí poderão advir. Força interior será necessária, para a passagem do estado gasoso (volátil, frágil) para o estado gasoso (forte). Será, assim, efectuada a sublimação de pequenos pedaços por aí dispersos que me tornam um outro eu.
Solidificar-me-ei!
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Silêncio

Cinzento se apresenta o manto outrora azul. Alheio a esta negritude, aqui me encontro, imóvel e sereno. Nada se passa, nada se passará. Em meu redor ouve-se o som da correria rotineira, mas nada escuto, nem um único som é captado.
Quero expressar-me, contudo algo me demove de tal. Sinto-me impedido de falar e escutar. Esforço-me por combater este silêncio ao qual estou sujeito. Quero ouvir-te, entender-te. Debato-me incessantemente sem qualquer sucesso obtido.
O meu corpo inicia o processo de habituação a este novo estado imposto. Já não me sinto na tão desesperante luta de rasgar as vendas que me tapam a boca e os ouvidos.
Eternamente assim ficarei, neste silêncio.
Parar, seguir?

Olho e nada descortino. Tento desenfreadamente compreender o que até então não me é permitido entender.
Percorrem-se meios caminhos, nunca caminhos completos. Tento retornar ao ponto de partida, sem que tal me seja permitido. Páro, atento e, mais tarde, nova tentativa de caminhada. Já sinto cansaço, começo a desfalecer, denotando falta de força para continuar. Deverei continuar o percurso ou simplesmente parar, uma vez que, possivelmente o mesmo me levará a nova paragem, a novo retrocesso? Penso e repenso sem saber que direcção tomar. Olho para as indicações que me são dadas, parecendo todas elas desfocadas; urge rapidamente o tempo e nada me parece o acertado. Que fazer?
terça-feira, 13 de abril de 2010
Encurralados
Abre-se a porta, nada nos incita a sair pela mesma. Rapidamente se encerra a possibilidade de liberdade, rapidamente ficamos novamente enclausurados, sem possibilidade de escapatória.
Corre-se rapidamente tentando encontrar uma saída, com todas as forças se esmurram as enormes paredes que nos rodeiam. Um grito é dado, nada se ouve...resta apenas cansaço, apenas desespero! Aguarda-se nova oportunidade para a tão esperada liberdade. A liberdade que outrora poderia ter sido alcançada, tendo apenas sido desprezada. Contorcemo-nos de frio, pavor, fome...tudo nos consome, ninguém nos salva. Seremos nós que teremos que alcançar a saída, tudo depende de nós. Porque será que teimamos em viver nesta clausura? Clausurados por ti? Tu que apenas nos deixas cada vez mais desprotegidos, menos combativos? Larga-nos, deixa-nos sermos nós mesmos, sem subterfúgios, sem medos.
És um mal necessário, mal esse que, por vezes, nos eleva a um outro nível. Fazes parte de nós!
Escuridão
Procuro e não te encontro. Encontro o ponto de desencontro. Fecho os olhos na esperança de, na escuridão, te encontrar. Por momentos somos apenas nós, sem "porquês", "ses". Nada nos rodeia, nada se vislumbra no horizonte, apenas nós! Esforço-me por manter-me na tão destemida escuridão. Ironicamente, é neste buraco negro que te encontro, que nos encontro. Aliás, apenas aí tu resides, nesse lugar inquieto.
Abro os olhos, novamente te perco. Poderá ser que te consigo trazer para a luz e que aqui permaneças, permaneçamos!
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Despido
Faço por não sentir o frio no meu corpo, no entanto, o mesmo tarda a desaparecer. No meu recanto tento não o sentir, tento não me sentir nu, sem qualquer defesa para o combater.Lá fora raia o Sol, contudo, tudo me faz sentir-te. Tu que em dias e noites sem fio de Inverno insistes em aparecer, em afastar-nos do nosso caminho.
Caminhando te tento demover de tais intenções, tento ludibriar-te, por travessas e vielas, por caminhos e meios caminhos, sempre sem sucesso. Por mais que me esconda, me vista, teimas em despir-me e eu, um mero eu, acabo sem qualquer abrigo, rendendo-me perante ti. Jogando jogos de lógica contigo te tento convencer a não me despires, faço somas e multiplicações a todas a minhas peças de roupa de forma a combater-te, mas porque é que és sempre mais forte que eu?! Por mais que eu te tente fazer ver que
X+X = 2X,
tu fazes-me sempre admitir que também Y+Y = 2Y. E mais uma vez acabo despido, vou ficando sem qualquer protecção, sem qualquer peça de roupa que me proteja......de ti. Furiosamente fecho portas e janelas, acorro a ligar o aquecedor, mas tu fazes-te sentir, sem qualquer dificuldade lá estás tu, pronto a fazer o que melhor sabes...derrubar-me, fazer-me sentir um mero pião neste pequeno mundo que é o meu. Mundo meu do qual eu deveria ser o jogador de pião e não o mesmo.
Assim me sinto, despido e gelado.
Busca
Vou andar
Sozinho pela rua
Vou andar
E vou chamar-me teu
Vou andar
Nu sem vestir o medo
De te amar
Vou andar
Esse caminho longo
Que me leva a percorrer
O teu corpo
E não vou correr
Parar nunca te perder
Desse caminho
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Perder
Perder
Vou andar
No vento da marginal
Vou andar
E vou sentir-me igual
Aqueles que andam
pelas ruas e estradas
Em contramão
Contra o medo
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Perder
Perder
Vou andar
Sozinho pela rua
Vou andar
E vou chamar-me teu
Vou andar
Nu sem vestir o medo
De te amar
Sozinho pela rua
Vou andar
E vou chamar-me teu
Vou andar
Nu sem vestir o medo
De te amar
Vou andar
Esse caminho longo
Que me leva a percorrer
O teu corpo
E não vou correr
Parar nunca te perder
Desse caminho
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Perder
Perder
Vou andar
No vento da marginal
Vou andar
E vou sentir-me igual
Aqueles que andam
pelas ruas e estradas
Em contramão
Contra o medo
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Vou andar
E nunca vou correr
Para não te perder
Não te perder
Perder
Perder
Vou andar
Sozinho pela rua
Vou andar
E vou chamar-me teu
Vou andar
Nu sem vestir o medo
De te amar
Adaptado de Adriana, "em contramão"
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